Macetes pra não ficar na rua

Mecânica de Motores, Suspensão, Direção e Freios, Transmissão, Metrologia de automóveis e motocicletas.

Macetes pra não ficar na rua

Mensagempor Demolidor » Dom Ago 24, 2008 7:17 pm

Com o passar do tempo, quem gosta de mexer em automóveis acaba reunindo uma série de pequenos macetes que, em momentos de emergência, ajudam a contornar problemas aparentemente graves. Só que existe um certo segredo, e poucos realmente contam o "pulo do gato". OFICINA MECÂNICA também tem muitos "macetes", só que não esconde. Aqui, mostramos uma série de 25 pequenos truques e soluções que poderão ajudá-lo a evitar situações desagradáveis, como ficar, à noite, parado numa estrada deserta. Mas atenção. Nenhuma dessas soluções deve ser considerada definitiva. São apenas "quebra-galhos" emergenciais, e não reparos definitivos. Além disso, não se pode esquecer nunca que o carro está fora de suas condições normais de uso, com comprometimento da segurança e dirigibilidade. Só dirija o carro nessas condições sentindo-se seguro; caso contrário, o melhor é procurar outro tipo de socorro, como um guincho. Muitas vezes acontece da buzina disparar sem querer _ou meihor, sem motivo. Com isso, o motorista, apressado, abre o capô e desliga o cabo da bateria, para depois procurar a buzina. E muitas vezes não acha. Nesse caso, o melhor é ir direto na buzina, e desligar seus fios. Fica muito mais fácil localizá-la pelo barulho, do que pelo tato.

Freio - Por alguma razão (geralmente falta de manutenção) um flexível ou tubulação de freio pode se romper. Com isso, o sistema perde toda sua pressão e o carro fica sem freios. Uma maneira de não ficar a pé é anular o freio daquela roda. Se for um flexível, basta dobrá-lo e amarrar sua extremidade com arame, bem firme para não vazar mais fluido. Se for uma tubulação metálica, coloque um parafuso autoatarrachante no tubo e faça uma dobra com alicate antes, para reter o fluido. Não esqueça que o carro só terá freio em três rodas e, portanto, deve ser dirigido com cuidado extremo.

Limpador de pára-brisa
- Quando um limpador quebra, só se descobre quando se precisa dele: na chuva. Para evitar ficar parado, esperando a chuva passar, existem duas boas receitas. Uma é amarrar um barbante em um limpador, passar este barbante por dentro do carro e amarrar a outra ponta no outro limpador. Assim, com as mãos, é possível mover o limpador. Outra opção é pegar um pedaço de sabão ou sabonete e passar na parte externa superior do vidro, o que faz a água da chuva escorrer.

Pára-brisa quebrado
- Quando um pára-brisa se quebra, alguns cuidados devem ser tomados. O primeiro passo é remover o vidro quebrado. Para isso, o ideal é forrar o capô e painel com um cobertor ou folhas de jornal, para evitar riscos ou queda de cacos nas entradas de ar. Com a mão protegida (por luva ou pano), bata no vidro com cuidado, de dentro para fora, usando, de preferência, óculos para proteger a vista. Se for trafegar sem o pára-brisa, mantenha todos os vidros abertos (para facilitar o escoamento do ar) e mantenha os ocupantes com a vista protegida, para evitar que cacos ou poeira cheguem aos olhos. Uma solução de emergência é colar, no lugar do vidro, um pedaço de plástico transparente.

Cabo de acelerador
- Para a quebra do cabo do acelerador (que isso não aconteça em uma ultrapassagem, senão você irá precisar é de um guincho para rebocar o que sobrou de seu carro), existem três possibilidades mais comuns. A mais simples é acelerar o parafuso da marcha lenta ou colocar um calço no eixo da borboleta do carburador. Outra é substituir o cabo do acelerador pelo cabo do afogador (nesse caso o carro passa a ser acelerado pelo botão do afogador). Por fim, caso o carro tenha afogador automático (sem cabo), tire o cabo partido do acelerador e, junto ao carburador, coloque um barbante ou fio, longo o bastante para que o carburador posse ser acionado pelo barbante de dentro do carro.

Trambulador
- Essa já aconteceu várias vezes durante nossos testes: algum componente do trambulador de câmbio se quebrar. A solução é localizar o seletor de marchas junto ao câmbio, engatar uma marcha e experimentar para ver se está razoável. Para andar na cidade, engate a segunda; para estrada o melhor é a terceira. Quarta ou quinta irão impedir de se colocar o carro em movimento, a não ser que seja um motor com torque absurdo.

Cabo de vela - Para um cabo de vela inutilizado, só existe uma opção de "quebra-galho": substituí-lo por um galho verde (bastante úmido), se possível, colocado dentro de uma mangueira ou envolto em fita isolante, para minimizar a perda de corrente. Agora, se o problema for naqueles velhos supressores de ruído rosqueados no centro do cabo, e que pode interromper a passagem de corrente, basta retirar o supressor imprestável, cortar a cabeça de um parafuso (tipo auto-atarrachante ou "rosca-soberba") e rosquear as duas partes do cabo nele. Isole bem a emenda, e pronto.

Radiador - Quando o radiador apresentar um pequeno furo, basta tampá-lo com um pouco de sabão em pedra ou, se possível, massa tipo epóxi. Se for um furo um pouco maior, um pedaço de borracha ajuda. No caso de problemas com o radiador, tire a tampa, para evitar o aumento de pressão e trafegue devagar.
Pólo da bateria

Bateria - Numa viagem tranquila, de repente, acende a luz do aviso de problemas com o alternador. Sinal de que em breve a bateria estará descarregada. Para aumentar a chance de chegar a algum lugar, o ideal é desligar todo e qualquer equipamento elétrico, como faróis, ventilador, ar-condicionado, rádio etc., o que ajuda a bateria a consumir bem menos. Se estiver viajando acompanhado de outro carro, faça uma troca periódica de bateria, para que o outro carro recarregue a bateria que estava gasta.

Bomba de combustível - Caso a bomba de combustível pare de funcionar, mesmo, proceda da seguinte forma. Desligue a mangueira que vai do tanque para a bomba, bloqueando-a (basta dobrar sua ponta e amarrar firme com um arame). Em seguida, pegue um galão, coloque combustível nele e instale-o com segurança em um ponto do carro mais alto que o carburador. Solte a mangueira que vai da bomba para o carburador, mantendo conectada a ponta junto ao carburador. A outra extremidade deve ser mergulhada no galão. Com isso, o motor passa a ser alimentado por gravidade, como nos primeiros automóveis. Atenção para não exigir do motor muita potência, pois a falta de pressão no circuito de alimentação provocará falhas em rotações mais elevadas. Outro "quebra-galho" para bomba de combustível: se o motor parar por causa de aquecimento excessivo da bomba de combustível (é só colocar a mão nela para sentir a temperatura), pode-se resfriá-la jogando um pouco de água (do reservatório do lavador de pára-brisa, por exemplo); cerveja ou refrigerante (aquelas latinhas que estavam na geladeirinha de isopor) ou até mesmo sorvete funcionam bem, no caso. Para rodar, deixe um pano molhado sobre a bomba.

Motor fundindo - Se em uma viagem se percebe que o motor está "rajando" muito, a ponto de fundir, não se desespere. Mantenha o motor funcionando em marcha lenta e vá soltando um cabo de vela por vez. Observe quando o 'tec-tec" diminui de intensidade. É sinal de que aquele cilindro é o problemático. Tire fora o fio de vela (inteiro), para diminuir o esforço do pistão, por causa da combustão. É claro que isso não elimina o problema; apenas permite que se trafegue _sempre bem devagar pois há um cilindro a menos_ até um local seguro.
Batidinhas soltam a bóia

Bóia de carburador - Se a bóia do carburador emperra _aberta ou fechada_ vale a mesma solução anterior: pancadas suaves com o cabo de uma chave de fenda na tampa do carburador, junto à cuba. Caso o problema não seja solucionado e a agulha do carburador estiver "encantada", é preciso desmontar o carburador e puxar a válvula-estile. Se ela voltar à posição fechada, ela está magnetizada. O ideal é queimá-la com um pouco de gasolina (longe do carburador, claro), o que geralmente elimina o magnetismo.


Pancadas desemperram automático

Motor de partida - Muitas vezes, ao dar a partida no motor, o motor de partida não consegue acoplar de maneira correta. Mexa nos cabos e fios (pode ser mau contato ou, com o cabo de um martelo, dê pequenas pancadas no automático e no corpo do motor de partida. Isso, em geral, desemperra o automático e permite a partida, pelo menos em uma emergência.



Chave de ignição - Qualquer problema com a chave de ignição e se torna impossível funcionar o motor. Certo? Errado. Esse truque é bem conhecido dos "amigos do alheio". Basta virar a chave o suficiente para destravar o volante; ligar um fio do (+) da bobina ao (+) da bateria e empurrar o carro para que pegue no tranco. Mas não espalhe...
Bobina: inverta os polos

Bobina - Se for detectado um problema na bobina, em geral curto-circuito interno, sentido por elevação da temperatura e ausência de faísca, pode-se inverter os pólos dos terminais, numa tentativa de que ela volte a funcionar, pelo menos momentaneamente. Agora, se a bobina apresentar alguma quebra em seu isolamento, o que provoca perda de corrente, pode-se tentar um reparo de emergência com esmalte de unha ou até chiclete. Se possível, enfaixe toda a área da bobina com tiras de borrachas (de câmara de pneu), por exempio. Essas recomendações valem também para a tampa do distribuidor.



Escapamento - Nada mais irritante do que andar pelas ruas como um "carro de noiva", arrastando latas e soltando faíscas por causa de um cano de escapamento quebrado. Quando isso acontecer, o primeiro passo é amarrar o escapamento com arame _cuidado, pois ele está quente_ evitando as faíscas que podem até provocar um incêndio. Se o problema for menor, como um furo que provoca irritantes assobios, um pouco de massa tipo durepóxi adia o reparo. Mas importante: tendo qualquer problema com o escapamento, trafegue sempre com as janelas abertas, para evitar o acúmulo e inalação de gases tóxicos, que transformam o carro em uma "câmara de gás sobre rodas".

Cabo de embreagem - Quando o cabo de embreagem se rompe, nao é preciso chamar o guincho para ir embora. É possível movimentar o carro, sem muitos problemas. Você desliga o carro, engata segunda e dá a partida. Depois de alguns trancos e solavancos, o carro passa a andar normalmente. Ao parar _num farol, por exemplo_ é preciso deixá-lo morrer (ou desengatar antes, "no tempo"), para repetir toda a operação em seguida.
Fita na mangueira

Mangueira - Uma mangueira do radiador furada não é o fim do mundo. Seque-a bem e enfaixe toda a região danificada com um pano, fita crepe, fita isolante ou, se possível, uma tira de borracha (feita de câmera de pneu). Complete o nível da água, tire (ou deixe semi-aberta) a tampa do radiador e trafegue devagar, até conseguir o reparo correto.



Parafusos - Parafusos que teimarn em não sair do lugar podem ser "convencidos" a sair de diversas maneiras. O primeiro passo é aplicar óleo em spray no lugar; depois, algumas pancadas na cabeça (do parafuso, não sua) ajudam a soltá-lo. Em casos mais drásticos, é possível aquecê-lo com maçarico (sempre o parafuso); quando ele quebra no lugar, pode-se ainda soldar um pedaço de metal de maneira perpendicular, para atuar como alavanca, ou, na pior das hipóteses, furá-lo de alto a baixo, para diminuir a pressão do parafuso na rosca e facilitar a remoção. A maioria destas dicas vale também para porcas.

Distribuidor - Essa é bem comum e exige paciência, além de talento de escultor. O carro pára, você mexe no distribuidor e quebra o carvão central da tampa (ou ele está gasto). Antes de entrar em pânico, pegue uma pilha pequena, desmonte-a e, com o carvão central da pilha, esculpa um (com canivete) no molde do carvão da tampa que quebrou. Dá um pouco de trabalho, mas funciona.

Velas - Uma maneira de limpar rapidarnente uma vela, por exemplo, numa parada de estrada, é "queimar" seus eletrodos: basta molhá-los com gasolina ou álcool e atear fogo (longe do carro e de gasolina). Antes de pegar a vela para a reinstalação, espere até que ela esfrie naturalmente.

Lâmpadas - Muitas vezes o aviso de que uma lâmpada queimou vem de um policial rodoviário. Em muitos casos é possível substituir uma lâmpada queimada por outra menos importante, como trocar uma de pisca-pisca queimada pela lâmpada de ré, luz interna ou do capô. Pelo menos dá para prosseguir viagem.

Queima de óleo
- Motores que estão queimando óleo em excesso e sujando velas de tempos em tempos, são difíceis de consertar. Para diminuir o problema dos resíduos da queima de óleo nas velas (anéis e cilindros gastos), existem tuchos _espaçadores colocados entre as velas e o cabeçote_ que afastam um pouco as velas do cabeçote e diminuindo a chance delas sujarem.
Meia no lugar da correia

Correia - A quebra de uma correia pode causar protestos veementes de alguma mulher que o esteja acompanhando. Afinal, o "quebra-galho" clássico para isso é substituir a correia por uma "correia" feita com meia de nylon de mulher. Com certeza a meia irá desfiar... Pode-se usar ainda uma corda, várias voltas de barbante grosso, cinto ou o que estiver à mão. No exterior já existem correias especiais de reserva, reguláveis, feitas de material elástico, e com pequenos parafusos, mas que ainda não estão disponíveis por aqui.


Respiro entupido

Respiro de óleo - Muitas vezes o motor começa a vazar óleo por todas as juntas e eixos. O que pode estar acontecendo é um saturamento do respiro de óleo, causando excesso de pressão interna. Na maioria dos motores, os respiros são laváveis, mas nos motores Volkswagen "a ar" o saturamento acontece de tal maneira que, a solução mais simples é retirar todo o respiro (ao lado do gerador ou alternador) e, após embeber em gasolina, atear fogo. Espere a peça esfriar naturalmente antes de tocar nela; não jogue água para acelerar o resfriamento.



São "apenas" 25 dicas. É claro que existem dezenas de outras, que se tornam úteis no dia-a-dia. Basta usar a criatividade, os recursos que estiverem à mão e não "esquentar" a cabeça.

Créditos ao Monza Clube


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